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Data: 06/04/2009
Número da coluna:  387
Autor: Rafael Baltresca
e-mail: rafael@aulashow.com
Se o carnaval fosse em julho, perderíamos meio ano?
“O ano só começa depois do carnaval”, “janeiro é um mês morto”, “março é um mês estranho”. Essas e muitas outras “verdades coletivas” podem fazer mais estragos em nossas vidas do que imaginamos. Uma reflexão atenta sobre isso pode ser uma boa oportunidade para revermos nossos paradigmas, descartando pensamentos limitantes e abraçando os possibilitadores.

Estamos no final de março, o Carnaval já passou, mas você já notou como a tendência geral é acreditar que o Brasil só começa a funcionar realmente após esse evento? Tudo é encaminhado na marcha lenta, os negócios ficam em estado de alerta, e o start? Só depois do mais popular evento nacional. Por outro lado, muitos setores funcionam a todo o vapor - os serviços básicos de telefone, água, luz e tantos outros negócios não esperam o mês acabar. Mas, e se o carnaval ocupasse espaço no calendário no meio do ano?

Ao refletir sobre esses aspectos podemos concluir que a “crise” de início de ano é muito mais psicológica que real. A linha comportamental cognitiva da Psicologia define que pensamentos apontam a origem das emoções e, conseqüentemente, de nossos comportamentos, podendo provocar, em alguns casos, sentimentos de depressão e desesperança. A Programação Neurolingüística (PNL), de uma forma mais simples, trata este fenômeno como paradigmas, crenças, ou, ludicamente, profecia auto-realizável, a qual parte do pressuposto que quanto mais você acredita que um fato vai ocorrer, maior a probabilidade de que ele realmente se concretize.

Uma explicação para isto é que no momento em que verdadeiramente acreditamos em algo, nosso cérebro trabalha para obter determinado resultado e, para isso, encontra caminhos alternativos para chegar ao esperado. O contrário também é verdadeiro para coisas boas, positivas – os chamados paradigmas possibilitadores, que ocorrem quando pensamos, por exemplo, “aquela vaga é minha”, “hoje vou arrebentar”, “acordei com o pé direito” e por aí vai.

Deixando a teoria de lado, na prática observo que é muito mais produtivo e melhor enfraquecer os paradigmas coletivos que podem nos levam ao abismo e começar a exercitar as crenças positivas, mesmo que remando contra a maré: “O Brasil começa em janeiro e minha empresa também”, “fevereiro é o melhor mês do ano porque me dá a oportunidade de sair à frente.”

Pense nisso! Inunde sua equipe com boas crenças e lembre-se que o responsável pela sua vida e da sua empresa é você. Exercite a prática dos bons pensamentos e parta para a ação. Os resultados serão surpreendentes.
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